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sexta-feira, 19 de março de 2010

Sistema de Gestão de Qualidade e Gestão de Projectos

Como recentemente alguém disse e bem, desenvolver projectos em qualidade é diferente de desenvolver projectos com qualidade. Esta pequena diferença semântica, ente outras interpretações, sugere que um projecto pode ter qualidade mas não necessariamente ser eficaz e/ou eficiente. Deste modo, para garantir o alinhamento da qualidade, eficácia e eficiência é normal que as organizações implantem um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ), com base em ISO’s, tais como o ISO9001 (definição SGQ), ISO9000 (fundamentos e vocabulário), ISO9004 (melhoria continua), entre muitas outras normas e metodologias.

E eis que, os colaboradores de uma organização que implanta um SGQ começam a ter o sentimento de burocracia, ou mesmo de perda de tempo, em algumas das suas tarefas. E é aqui que julgo importante reforçar o objectivo de um SGQ e o seu posicionamento face à gestão de projecto. Uma compilação de normas, processos, boas práticas, metodologias… deve ajudar as pessoas da equipa de projecto a produzirem resultados mais eficazmente, eficientemente e com mais qualidade. I.e. o que garante a qualidade dos resultados são as pessoas com o suporte do SGQ, e não o contrario.

No que toca particularmente à gestão de projecto, mesmo que um SGQ defina detalhadamente variadíssimos processos para esta área, apenas uma pequena parte da actuação de um GP é contemplada, pois na minha perspectiva, gerir um projecto é também gerir pessoas, custo, tempo, âmbito, risco, satisfação do cliente, entre outros aspectos importantes para alcançar o objectivo do projecto.

E a si, caro leitor, este puzzle também lhe faz sentido?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Quem é, de onde vem, para onde vai?

Quem já geriu projectos em diferentes organizações sentiu “na pele”, quase de certeza absoluta, o que teorizam os livros: o Gestor de Projectos (GP) exerce a sua função de forma completamente diferente dependendo da organização onde está inserido.

Esta diversidade na forma como se é GP levanta, para mim, uma questão básica:

Quando é que um profissional que gere um projecto não é GP? Ou, o que tem de garantir um profissional que gere um projecto para lhe podermos chamar GP?

Na minha opinião, um GP na sua forma minimalista é:

Um profissional que consegue apresentar factualmente a situação do projecto e consegue prospectivar a situação dos trabalhos do projecto até à conclusão deste.

Concordam? Ou, saber apenas onde está e para onde vai o projecto é demasiadamente redutor para a função de GP?