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sexta-feira, 14 de maio de 2010

As galinhas e os porcos

Não se assuste caro leitor, não vou abordar nenhum tema relacionado com gripes (A H N ...), nem tão pouco relacionados com pecuária. Vou apenas dissertar sobre a grande diferença entre o comprometimento e o envolvimento.

Para introduzir o tema, vou contar uma fábula que muitos já devem conhecer:

Era uma vez, uma quinta pacata, onde existiam galinhas com as suas dificuldades e porcos com as suas ideias.

Certo dia reuniram-se todos para decidirem o que preparar para a festa de aniversário do dono da quinta. A reunião prolongou-se, conversa e mais conversa e nada se definia.

Galinha: Vamos fazer qualquer coisa, não adianta tanta preocupação! Qualquer coisa serve.

Porco: Temos de fazer a melhor festa que ele já teve, temos de o surpreender!

Galinha: Isso vai ser muito complicado, e porque vamos fazer a melhor festa para o dono se ele nem é assim tão bom para nós. Quando ele for melhor para nós, ai sim, fazemos-lhe uma festa diferente.

Porco: Se queremos que ele mude, vamos fazer melhor primeiro.

Galinha: Não vamos chegar a acordo! Vocês querem as coisas mais difíceis, temos de abreviar. Vamos começar por definir o menu. Todos concordam?

Então as galinhas sugerem.

Galinha: Vamos servir ovos com bacon?

Na historia quem está envolvido e quem está comprometido?

Os envolvidos fazem parte do grupo mas trabalham para os seus próprios objectivos. Para os comprometidos, o grupo faz parte deles e trabalham para os objectivos colectivos.

Na minha opinião, um projecto apenas tem sucesso se a maioria estiver comprometida com ele. O que origina a necessidade, ao gestor de projecto, de identificar rapidamente quem está comprometido e quem apenas está envolvido.

Recentemente, aqui no blog, foi exposto um bom exemplo de envolvimento, no post Business Case para quê?..... com uma boa proposta que pode catalisar o comprometimento dos envolvidos no Business Case com o respectivo projecto.

Este exemplo levanta a questão do comprometimento ser apenas uma questão de motivações pessoais, ou existirá alguma fórmula mágica que garanta que tudo e todos se comprometam com o projecto?

Retomando a fábula, o porco olha com serenidade para as galinhas e fala com segurança.

Porco: Se esta é a melhor solução, eu dou o meu coro, porque eu estou comprometido.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Culturas

Acabado de regressar de Luanda, onde estive duas semanas, muitas das conversas acabam por cair na forma como as coisas funcionam em Angola. Não raro, as conversam giram à volta da realidade profissional, das condicionantes específicos de um país diferente, da forma como a gestão da influência se faz, como a língua simplifica ou complica a capacidade de fazer coisas e colocar todos os interessados (os stakeholders...) orientados no mesmo sentido.
É mais simples? É mais complexo? Como se consegue? que "skills" são mais importantes?
Que diferenças são visíveis entre Portugal e Angola, na gestão dos projectos?
Que importância têm os aspectos culturais na gestão de projectos, no estabelecimento de uma linguagem comum que leve uma equipa multicultural a entender-se, baseada em alguma plataforma comum de comunicação, para levar por diante um projecto?
Uma questão para debater. Porque as respostas também têm culturas subjacentes...